“O Mundo de 2020”: Relações sociais e meio ambiente na distopia de 1973.

Franco Santos Alves da Silva

Resumo


O presente artigo busca analisar o filme “O Mundo de 2020”, (Soylent Green, no título original), de 1973, do diretor Richard Fleischer e estrelado por Charlton Heston. Trata-se de uma narrativa distópica que se passa na Nova Iorque de 2022, com uma superpopulação de 40 milhões, extrema pobreza, fome generalizada, escassez de água e energia elétrica. Os oceanos estão poluídos, o Planeta Terra está superaquecido e a polícia controla com violência os motins de fome. A Soylent Corporation é uma multinacional que controla metade da alimentação do planeta, vendendo comidas sintéticas super proteicas que dizem ser feitas de plâncton. O detetive Thorn é chamado para investigar o assassinato de um rico executivo e começa descobrir segredos obscuros sobre a produção do alimento. O presente artigo busca compreender a produção do filme na emergência das questões geopolíticas da década de 1970, na emergência dos Movimentos Ambientalistas e na constituição da História Ambiental enquanto disciplina e campo de estudos. Além do longa-metragem, o artigo analisa o cartaz do filme, bem como resenhas de críticos de cinema contemporâneos ao seu lançamento.


Palavras-chave


Meio ambiente, distopia, cinema.

Texto completo:

PDF

Referências


“Dystopia”. In: Oxford English Dictionary. (3rd e.). Oxford University Press, 2005.

FERRO, Marc. Filme: uma contra-análise da sociedade? In: Cinema e História. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

FOGG, Walter L. “Technology and dystopia”. In: RICHTER, Peyton E. (Ed.), Utopia/dystopia?. Cambridge: Schenkman, 1975.

GIBSON, Campbell; JUNG, Kay. Table 23. Nativity of the Population for the 50 Largest Urban Places: 1870 to 2000. In: Historical Census Statistics on the Foreign-Born Population of the United States: 1850-2000. Census Bureau Population Division: Washington, DC. U.S, 2006.

HAGEMEYER, Rafael Rosa. História & Audiovisual. São Paulo: Autêntica, 2012

LAGO, André Aranha Corrêa do. Estocolmo, Rio de Janeiro, Johanesburgo: O Brasil e as Três Conferências Ambientais das Nações Unidas. Brasília: Instituto Rio Branco, Fundação Alexandre de Gusmão – FUNAG, 2007.

LE PRESTRE, Philippe. G. Ecopolitica internacional. 2 ed. São Paulo: Senac-SP, 2005.

LAGNY, Michele. O cinema como fonte de História. In: NÓVOA, Jorge; FRESSATO, Soleno Biscouto; FEIGELSON, Kristian (Orgs.). Cinematógrafo: um olhar sobre a História. São Paulo: UNESP, 2009.

MEADOWS, Donella H.; MEADOWS, Dennis L.; RANDERS, Jorgen; BEHRENS III, W. W. Limites do Crescimento: Um relatório para o projeto do Clube de Roma sobre o dilema da humanidade. São Paulo: Editora Perspectiva, 1973.

OLIVEIRA, Leandro Dias de. Os “Limites do Crescimento” 40 anos Depois. In: Revista Continentes (UFRRJ), ano 1, n. 1, 2012. p.72-98.

PÁDUA, José Augusto. As bases teóricas da história ambiental. In: estudos avançados 24 (68), 2010, pp. 81-101.

RATTNER, Henrique. O esgotamento dos recursos naturais catástrofe ou interdependência. In: Revista de Administração de Empresas. Rio de Janeiro, 17 (2): mar./abr. 1977, p. 15-21.

SILVA, Franco Santos Alves da. O Lado Escuro: As narrativas distópicas na obra do Pink Floyd (1973-1983). Tese. (Doutorado). Programa de Pós-graduação em História Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, Florianópolis, SC, 2018. p.80-81

KUMAR, Krishan. Utopia and anti-utopia in modern times. Oxford: Basil Blackwell,1987.

KOPP, Rudnei. Comunicação e mídia na literatura distópica de meados do século 20: Zamiatin, Huxley, Orwell, Vonnegut e Bradbury. PUC-URGS, 2011. (Tese de doutorado em comunicação social.).

WORSTER, Danald. Para fazer História Ambiental. In: Estudos Históricos. Rio de Janeiro, 101. 4, no. 8. 1991, p. 198•215.

Jornais e Revistas

CHIGAGO Tribune Staff. Morning Spin: Ald. Pawar on Trump: 'Feel like I’m living in the movie “Soylent Green”. In: Chicago Tribune. 2 de Junho de2017. Disponível em: Acesso em 29 de Mar. De 2020.

EBERT, Roger. Soylent Green. In: Chicago Sun-Times, 27 de abril de 1973. Disponível em: Acesso em 27 de mar. De 2020.

VARIETY STAFF. Soylent Green. In: Variety. 32 de Dezembro de 1972. Disponível em: Acesso em: 27 de março de 2020.

WEILER, A. H. Screen: ‘Soylent Green’. In: The New York Times. 20 de Abril de 1973. Disponível em: Acesso em: 27 de mar. De 2020.

Filmografia

NO MUNDO de 2020 (Soylent Green). Dir. Richard Fleischer. Produtores: Walter Seltzer; Russell Thacher. 1h37min. EUA, 1973.




DOI: https://doi.org/10.14295/rbhcs.v12i23.11176

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 Franco Santos Alves da Silva

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Revista Brasileira de História & Ciências Sociais - RBHCS

Qualis Capes B1 - A Nacional 

Desde 07 de março de 2009

A Revista Brasileira de História & Ciências Sociais utiliza  Licença Creative Commons Attribution 4.0

Creative Commons License

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia