Deslocamentos/Déplacements: revista franco-brasileira interdisciplinar de psicanálise


Deslocamentos / deslocamentos - Revista interdisciplinar franco-brasileira de psicanálise tem como objetivo promover a cooperação e o intercâmbio acadêmico e intelectual entre psicanalistas e pesquisadores brasileiros e franceses. Ela estimula a investigação científica, o debate intelectual e pensamento crítico sobre a experiência subjetiva no mundo contemporâneo em coordenação com diferentes realidades sociais e contextos culturais, tendo referência a psicanálise na perspectiva inter, multi e transdisciplinar .

Para tanto, publica artigos científicos e estudos teóricos; e levando em conta a especificidade do discurso psicanalítico, ele inclui diversas formas de contribuição e intervenção (ensaios, relatórios, entrevistas, etc.) que encontram seu lugar na seção.

A revista é bilíngüe e são aceitos os manuscritos de estudantes de pós-graduação, pesquisadores e profissionais, com foco em trabalhos que buscam estabelecer um diálogo entre a psicanálise, o pensamento filosófico e as ciências humanas e sociais.

Notícias

 

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A questão do trauma marca a história da psicanálise e está muitas vezes presente nos seus momentos mais fortes.

Em primeiro lugar, Freud pensou que a neurose, e em particular a histeria, era devida a um trauma sexual: a «sedução» da criança por um adulto do seu ambiente, eventualmente o seu próprio pai. Renunciou a esta generalização, quando tomou consciência de que esta sedução, em muitos casos, era da ordem da fantasia, o que não significa, aliás, que as crianças nunca sejam objecto de agressões reais.

Um dos seus discípulos mais inventivos, Ferenczi, nunca renunciou, aliás, a trabalhar sobre o trauma, sobre o qual deu descrições impressionantes. Ressalta assim «em primeiro lugar a paralisia completa de toda a espontaneidade, e depois de qualquer trabalho de pensamento, ou mesmo de estados semelhantes aos estados de choque, ou de coma, no domínio físico». Nele vê a fonte de uma clivagem da pessoa «numa parte sensível, brutalmente destruída, e outra que sabe tudo mas não sente nada, de certo modo».

 
Publicado: 2020-02-20 Mais...
 
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v. 1, n. 1 (2019)


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